Forças americanas ficarão no Iraque, diz Bush

Contrariando declarações de altos membros de seu gabinete e apesar da morte de mais cinco soldados americanos neste sábado, o presidente George W. Bush afirmou que as tropas dos EUA vão permanecer no Iraque até que o país possa se defender por si só. "A missão decisiva de nosso Exército é garantir a segurança do Iraque e, por isso, ele permanecerá lá em 1º de julho (data da posse do governo iraquiano provisório) e depois", disse Bush em seu habitual programa radiofônico dos sábados.No dia anterior, tanto o secretário de Estado, Colin Powell, quanto o administrador americano para o Iraque, Paul Bremer, haviam dito que as forças anglo-americanas deixariam o país se esse fosse o desejo do governo provisório iraquiano. "Mas, como estamos ali para apoiar o povo iraquiano, não tenho dúvidas de que o governo interino nos dará boas-vindas", acrescentara Powell, repetindo uma ponderação de Bremer - imediatamente acatada por Grã-Bretanha, Itália e Japão, que mantêm tropas na região."Nossas tropas não deixarão o Iraque, enquanto aquele país tiver dificuldades para defender-se", insistiu Bush, ressaltando os Estados Unidos já trabalham nesse sentido em conjunto com os líderes iraquianos.Referindo-se depois às torturas impostas por soldados americanos a presos iraquianos, o presidente foi categórico: "Minha administração e nossos militares estão absolutamente determinados a não permitir que tais abusos se repitam." E acrescentou: "Todos os americanos sabem que as ações de uns poucos não refletem o verdadeiro caráter das Forças Armadas dos Estados Unidos."

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