Forças americanas na região chegam a 30 mil combatentes

CENÁRIO: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2014 | 02h01

Os quase 300 militares que o presidente Barack Obama enviou ao Iraque para assessorar e treinar o novo Exército do país não são meros instrutores. Combatentes experimentados, eles integram um reservado time das Forças de Operações Especiais, destinada a preparar a formação de grupos de intervenção armada em território hostil. Caso o governo americano opte pelo ataque aéreo contra os extremistas do Estad0 Islâmico do Iraque e do Levante (Isil), esses homens terão a missão de identificar os alvos e guiar o bombardeio.

Há uma semana, Obama disse que "tropas americanas não lutarão outra vez no Iraque" - o que, segundo um funcionário do Departamento de Defesa ouvido ontem pelo Estado indica a "disposição de proceder interdição pelo ar" usando aviões tripulados combinados com drones. Os 300 consultores são proibidos de entrar em combate - mas, sob risco, "podem e devem reagir sem restrições".

O contingente de ação rápida deslocado para a área chegou ontem a 575 combatentes, contando os 275 marines enviados a Bagdá para expandir a segurança da embaixada. Um grupo de outro ramo das Forças Especiais está encarregado de desenvolver o plano de contingência da retirada de diplomatas, pessoal administrativo e quaisquer cidadãos dos EUA, na eventualidade de um aprofundamento da crise.

Nas bases em terra mantidas na região e a bordo de porta-aviões nucleares, navios anfíbios de desembarque, fragatas lança-mísseis e destróieres, há 30 mil militares americanos. O principal grupo naval é liderado pelo porta-aviões USS George H. W. Bush, comboiado por uma força-tarefa composta por quatro unidades de apoio. Leva 90 aeronaves - caças, aviões de reconhecimento, de coleta de dados de inteligência, helicópteros e drones de três tipos.

A presença do USS George H.W. Bush permite ao presidente Barack Obama "dispor de flexibilidade nas opções militares necessárias para garantir os interesses dos EUA em território iraquiano", segundo o contra-almirante John Kirby, secretário de imprensa do Pentágono, revelando o elevado nível de reação que está sendo examinado em Washington em relação ao Isil.

O programa de recuperação do Exército regular do Iraque já foi acelerado. O primeiro dos 36 caças F-16 Block 52 da aviação iraquiana foi formalmente entregue há três semanas, em Fort Worth, no Texas. Enquanto isso, novos blindados de patrulha armada do tipo Ilav-Cougar são esperados dentro de um mês.

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