Forças Armadas americanas investigarão suicídios em Guantánamo

As Forças Armadas dos EUA abriram três investigações em torno da morte de três prisioneiros na base naval de Guantánamo, informou nesta terça-feira o Comando Sul Conjunto.Dois sauditas e um iemenita, que estavam entre os 462 homens de dezenas de países que os EUA detêm em Guantánamo desde 2001, se enforcaram em suas celas no último sábado.Foi, segundo o Comando Sul, a primeira vez que presos conseguiram cometer o suicídio dentre as mais de 40 tentativas registradas desde que o centro de detenção foi aberto."Estão sendo feitas várias investigações", disse o comandante naval Robert Durand, porta-voz da Força Especial Conjunta em Guantánamo, que acrescentou que, "sendo Guantánamo uma base naval, a agência que comanda as investigações é o Serviço Naval de Investigação Criminal".A agência, conhecida por sua sigla em inglês NCIS, é a entidade policial e de contra-espionagem da Marinha de Guerra dos EUA e se ocupa de casos de terrorismo, espionagem, homicídio, violação, abuso de menores e outros crimes.O trabalho do NCSI "é o exame forense da cena da morte para determinar a seqüência dos fatos", acrescentou. "Achamos que foram suicídios: os três homens foram achados enforcados em suas celas, e em cada cela havia uma nota escrita", disse Durand, ressaltando que se falará em "aparente suicídio" até que este seja provado.As autópsias já foram feitas, segundo Duran, e o próximo passo agora "é a avaliação das informações coletadas, a formulação de conclusões e a determinação da causa e da forma da morte".A Força Especial Conjunta leva adiante sua própria investigação, fundamentada em três questões: determinar se os procedimentos foram aplicados e se estes são adequados; se foram aplicados de acordo com as normas requeridas; e se são necessárias mudanças."Entre as medidas imediatas, retiraremos os lençóis dos detidos logo que despertarem e devolveremos apenas na hora de dormir, para diminuir as chances de que possam ser usados como objeto para ferir detidos ou guardas".

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