Forças Armadas dizem que irão garantir revolução na Tunísia

Exército diz temer que "vácuo de poder" pode levar a uma nova ditadura no país

AE, Agência Estado

24 de janeiro de 2011 | 14h21

TÚNIS - O chefe das Forças Armadas da Tunísia, Rachid Ammar, advertiu nesta segunda-feira, 24, que o "vácuo de poder" no país pode levar a uma ditadura. Ammar fez a declaração durante um discurso para uma multidão de manifestantes que se reuniu na capital Túnis.

O general disse, porém, que os militares do país irão agir para salvaguardar a revolução que depôs o presidente Zine El Abidine Ben Ali, que estava no poder havia 23 anos. "O Exército nacional é o garantidor da revolução. O Exército tem protegido e protege o povo e o país", afirmou.

Nesta segunda, a polícia entrou em confronto com manifestantes contrários ao atual governo, que protestavam perto do escritório do primeiro-ministro. As escolas deveriam ser reabertas esta semana no país, mas continuaram fechadas por causa de uma greve convocada por professores. Muitos tunisianos desaprovam o fato de pessoas do regime anterior permanecerem em seus postos no governo provisório. As informações são da Dow Jones.

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