AP Photo/MENA, Mohammed Samaha
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Forças Armadas do Egito matam 27 militantes no Sinai

Alvo do Exército egípcio, o grupo extremista islâmico Província do Sinai é aliado do Estado Islâmico e está em regiões da Síria e Iraque

O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 13h29

Um ataque aéreo militar matou 27 militantes islâmicos na parte norte do Sinai, no Egito, nesta-sexta feira, em uma das maiores operações na região em meses, afirmam fontes da segurança.

Helicópteros Apache atacaram militantes do grupo Província do Sinai, aliado do Estado Islâmico, formado por extremistas que se espalham por regiões do Iraque e Síria, afirmam as fontes.

O grupo Província do Sinai, lutando para derrubar o governo do Cairo, se responsabilizou por ataques coordenados que mataram mais de 30 membros das forças de segurança no começo de janeiro.

Após o derramamento de sangue, o presidente Abdel Fattah al-Sissi disse aos egípcios que o país enfrentou uma longa e forte luta contra militantes.

Militantes com base no Sinai mataram centenas de soldados e policiais, até então chefe do Exército, Al-Sissi derrubou o presidente Mohamed Morsi da Irmandade Muçulmana em 2013, após protestos em massa contra seu governo.

Uma repressão deflagrada contra os aliados da Irmandade - centenas foram mortos nas ruas e milhares presos - enfraqueceu o grupo.

Nesta sexta-feira, adeptos da Irmandade e forças de segurança entraram em confronto em Matariya, arredores de Cairo, reportou a agência estatal de notícias.

Dezoito pessoas foram mortas em um reduto da Irmandade durante a celebração de 25 de janeiro do começo do levante em 2011, que depôs Hosni Mubarak.

Autoridades egípcias também prenderam ativistas liberais, incluindo alguns que ganharam notoriedade no levante popular de 2011, com acusações de violação da lei que veta protestos. / REUTERS

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