Forças Armadas prometem acabar com Lei de Emergência quando situação melhorar

Exército prometeu não perseguir cidadãos que participam das manifestações

Efe e AE

11 de fevereiro de 2011 | 09h03

 

 

 

 

CAIRO - O Conselho Supremo das Forças Armadas anunciou nesta sexta-feira, 11, em comunicado que colocará fim à Lei de Emergência, vigente no país desde 1981, "assim que atual situação acabar".

 

Depois de uma reunião nesta sexta-feira do Conselho, presidido pelo ministro da Defesa Mohamed Hussein Tantawi, foi emitido um comunicado no qual também prometem não perseguir os "honoráveis cidadãos que rejeitaram a corrupção e pediram reformas".

 

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Em meio aos protestos de rua contra o regime do presidente Hosni Mubarak, os principais generais do Egito anunciaram na quinta-feira, 10, que "em apoio às demandas legítimas do povo" eles "tomariam medidas para proteger a nação".

Alguns haviam interpretado o anúncio deste comunicado como uma ameaça de lançar um golpe de Estado, mas o próprio Mubarak apareceu na televisão estatal no final do dia para anunciar que ficará no cargo até as eleições presidenciais de setembro.

Os manifestantes pró-democracia ficaram enfurecidos com a decisão do presidente e muitos pediram uma intervenção das Forças Armadas para tirá-lo do poder. Eles convocaram para esta sexta-feira demonstrações de protesto maiores do que as já realizadas.

 

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