Forças britânicas atacam unidade da polícia em Basra

Forças britânicas mataram sete homens armados e destruíram o quartel-general de unidade de crimes graves de Basra, nesta segunda-feira, 25, depois de receberem informações de que prisioneiros mantidos local estavam para ser executados, disse o Exército britânico. O capital Tane Dunlop, porta-voz dos militares, disse que o local era uma "academia de crime", e afirmou que o prédio foi demolido com explosivos depois do ataque realizado por cerca de 1.000 soldados no início da manhã. Dunlop disse que a unidade estava fazendo as leis com as próprias mãos. "Unidade de crimes? É isso que estava fazendo, em vez de evitá-los", disse ele à Reuters. Uma força de tanques Challenger e de veículos de combate Warrior foi atacada com granadas lançadas por foguetes e metralhadoras nas vielas, enquanto se aproximava do local, disse o major Charlie Burbridge, outro porta-voz britânico. A força respondeu com metralhadoras pesadas, matando sete homens armados, disse Burbridge. Forças britânicas detiveram sete membros de alto escalão da unidade na semana passada. A unidade vinha sendo acusada de envolvimento em assassinatos, ataques contra forças da coalizão e seqüestros na cidade do sul do Iraque, onde facções rivais xiitas lutam pelo poder. Os militares britânicos planejavam dissolver a unidade, mas decidiram agir nesta segunda-feira, depois de ficarem sabendo, no domingo, que alguns dos prisioneiros, todos suspeitos de crimes, que estavam detidos no local enfrentavam execução iminente, disse Burbridge. Os soldados encontraram dezenas de presos na estação, muitos dos quais com ferimentos. "Mas neste estágio ainda não sabemos se houve tortura", disse. Dunlop disse que forças iraquianas transferiram os presos para outra estação policial. "Usamos explosivos para derrubar o prédio, para que não possa mais ser usado pela criminalidade", disse. "Tínhamos orientações claras do primeiro-ministro e do governador (Mohammed) Waili para dissolver a unidade." Imagens da televisão mostraram a maior parte do prédio reduzida a escombros. Acredita-se que extremistas, principalmente xiitas, tenham se infiltrado nas forças de segurança iraquianas. A minoria sunita afirma ser vítima de execuções extrajudiciais realizadas por xiitas. A estação policial, uma das maiores de Basra, foi onde dois soldados britânicos ficaram como reféns por algum tempo, em setembro de 2005, antes de serem libertados em ação de seus colegas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.