Angus McDonald/AP
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Forças chinesas matam mais dois tibetanos após protesto

Violência deve aumentar a tensão nas terras altas de Sichuan, palco frequente de rebeliões

REUTERS

25 de janeiro de 2012 | 09h39

PEQUIM - Dois tibetanos foram mortos na província de Sichuan, no sudoeste da China, quando forças de segurança dispararam contra manifestantes, disse um grupo de ativistas tibetano, elevando a quatro o saldo de mortes em vários confrontos contra o controle governamental desde segunda-feira, 23.

A violência deve aumentar a tensão nas terras altas de Sichuan, palco frequente de rebeliões e que faz fronteira com o Tibete, onde forças de segurança têm lutado para manter o controle sobre comunidades com grande presença de budistas.

Pelo menos duas pessoas foram mortas a tiros e muitas ficaram feridas durante os protestos no condado de Seda na terça-feira, afirmou o Free Tibet, grupo sediado em Londres no mesmo dia.

"Os moradores descrevem a cidade como sob toque de recolher: foram alertados a não sair de suas casas e agora temem que se o fizerem serão alvejados", disse o grupo em um comunicado.

Apelos ao governo do condado e ao escritório de segurança pública, cerca de 680 km a oeste de Chengdu, capital de Sichuan, não foram atendidos.

Mas nesta quarta-feira, a agência estatal de notícias Xinhua confirmou os embates em Seda, dizendo que a polícia foi forçada a abrir fogo, matando um "baderneiro", quando os manifestantes atacaram uma delegacia de polícia com garrafas de gasolina, facas e pedras.

"A polícia foi obrigada a usar a força depois que os esforços envolvendo persuasão e armas não-fatais para dispersar a multidão fracassaram", disse a Xinhua, acrescentando que 14 policiais foram feridos e 13 pessoas foram presas.

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