REUTERS/Ari Jalal
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Forças curdas iniciam ofensiva para retomar cidade iraquiana de militantes do EI

Ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA atingiram áreas tomadas pelo grupo extremista durante a noite, enquanto 7.500 soldados curdos e militantes peshmergas e yazidis avançavam

O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 11h14

SINJAR, IRAQUE - Apoiadas por ataques aéreos americanos, forças curdas disseram ter tomado diversos vilarejos em uma ofensiva lançada nesta quinta-feira, 12, para retomar a cidade iraquiana de Sinjar de militantes do Estado Islâmico (EI) que ocupam a região há mais de um ano.

Os ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA atingiram áreas tomadas pelo grupo extremista na cidade durante a noite, a medida que cerca de 7.500 soldados das forças especiais curdas e militantes peshmergas e yazidis avançavam para a frente de batalha em um comboio militar.

O conselho de segurança informou que forças curdas capturaram um vilarejo a oeste de Sinjar e dois outros nas redondezas.

Os assassinatos e escravidões por parte do grupo extremista contra habitantes da etnia yazidi da cidade chamaram a atenção internacional sobre a campanha violenta do grupo para impor uma ideologia radical, e fizeram com que Washington iniciasse uma ofensiva aérea.

A Operação Sinjar Livre tem o objetivo de cercar a cidade, tomar o controle das rotas de abastecimento do EI e estabelecer uma zona de proteção contra artilharia, de acordo com um comunicado do conselho nacional de segurança curdo.

Sinjar é um local estratégico e simbólico, próximo à rodovia que liga as cidades de Mossul e Raqqa, principais fortalezas do EI no Iraque e na Síria. Além disso, ela é palco de confrontos intermitentes entre forças curdas e jihadistas há muito tempo, e as posições dos rebeldes são bombardeadas quase que diariamente pelas forças internacionais. A região era o lar de inúmeras famílias da minoria yazidi, antes de ser conquistada pelo Estado Islâmico em 3 de agosto de 2014. /REUTERS e EFE

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