Forças de Assad retomam posto da ONU perto da fronteira com Israel

Pela 1.ª vez, rebeldes haviam tomado o controle da área, forçando as forças de paz a se refugiarem em seus bunkers

Reuters,

06 Junho 2013 | 17h45

BEIRUTE - Forças sírias leais ao presidente Bashar Assad impediram uma tentativa dos rebeldes de tomar a única passagem de fronteira aberta entre Síria e Israel nesta quinta-feira, 6, enquanto tropas do Exército buscaram assegurar ganhos estratégicos mais ao norte.

Um dia depois de perder o controle de Qusair, uma importante cidade perto da fronteira com o Líbano, os rebeldes tentaram responder com uma ofensiva em Quneitra, uma zona desmilitarizada nas Colinas de Golan patrulhada pela ONU.

Pela primeira vez desde o início do levante, em março de 2011, os rebeldes tomaram brevemente o controle da área, forçando as forças de paz da ONU a se refugiarem em seus bunkers. Fontes israelenses disseram que as forças sírias tomaram de volta o local depois de violentos combates.

A Áustria afirmou que vai retirar seus 380 soldados entre os mil que integram a força de monitoramento da ONU, por causa dos combates.

As tropas pró-governo tiveram uma série de conquistas nas últimas semanas, fortalecendo Assad no momento em que os Estados Unidos e a Rússia estão tentando organizar uma conferência de paz para acabar com a guerra civil, cujo saldo de mortos passa de 70 mil.

Ativistas expulsos esta semana da cidade devastada de Qusair emitiram um apelo desesperado por ajuda, dizendo que foram encurralados pelas tropas sírias e seus poderosos aliados libaneses da guerrilha xiita Hezbollah. "Deus nos deu força para perseverar, mas até quando só Deus sabe. Nós imploramos que se movam o mais rápido possível para nos resgatar", disse uma mensagem postada em sites de redes sociais.

A França, que no início desta semana acusou Assad de usar gás sarin na guerra civil, disse na quarta-feira que a situação no terreno precisa ser reequilibrada após a queda de Qusair, mas não disse como isso poderia ser alcançado.

A Rússia disse nesta quinta-feira estar preocupada que as alegações de ataques com gás possam ser usadas como um pretexto para uma intervenção estrangeira. "Eu não descarto que alguém queira usar isso para afirmar que uma linha vermelha foi cruzada e uma intervenção estrangeira é necessária", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva em Moscou, junto a seus homólogos alemão e finlandês.

Vídeo da Reuters mostra região onde ocorreram os combates:

 
Mais conteúdo sobre:
SíriaIsraelGolan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.