Forças de Kadafi atacam manifestantes na Líbia

As forças especiais da Líbia atacaram um acampamento de manifestantes contra o governo na segunda maior cidade do país, Benghazi, às 5h deste sábado, deixando mais mortos e feridos, segundo testemunhas. O grupo de direitos humanos Human Rights Watch, com sede em Nova York, estima que pelo menos 84 pessoas morreram em três dias de protestos, com base em informações de hospitais e testemunhas.

AE, Agência Estado

19 de fevereiro de 2011 | 10h04

A internet foi cortada por volta das 2h, tirando dos líbios um dos poucos meios pelo qual eles podem conseguir informação sobre a onda de protestos em um dos países mais isolados e repressivos do Norte da África.

Por telefone de Benghazi, uma testemunha que pediu o anonimato afirmou que as forças de repressão atacaram as barracas dos manifestantes com gás lacrimogêneo depois que "muitos fugiram carregando os mortos e feridos".

Milhares de manifestantes estão pedindo a saída de Muamar Kadafi, que está no poder há 42 anos na Líbia, sobretudo nas cidades pobres do leste do país. Os protestos têm sido brutalmente reprimidos por uma combinação de milícias armadas e forças de elite.

Na sexta-feira, médicos em Benghazi disseram que 35 corpos deram entrada no hospital após ataques das forças de segurança apoiadas por milícias. Segundo eles, mais de uma dezena de pessoas morreram no dia anterior. As informações são da Associated Press

Tudo o que sabemos sobre:
Líbiarepressão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.