Forças de Kadafi continuam atacando e matam 9 em Misrata

Reino Unido negou que Kadafi seja alvo de ataques, após bombardeio atingir quartel-gerneral do ditador

estadão.com.br

21 de março de 2011 | 12h47

Forças leais ao líder líbio Muamar Kadafi abriram fogo nesta segunda-feira, 21, contra uma multidão desarmada no centro da cidade de Misrata, matando pelo menos 9 pessoas, segundo disse à Reuters um morador da região.

 

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"As pessoas de Misrata saíram às ruas no centro (da cidade), desarmados, em uma tentativa de impedir que as tropas de Kadafi entrassem na cidade. Quando se reuniram no centro, as tropas de Kadafi começaram a atirar neles com armas de fogo. Eles cometeram um massacre. O hospital disse que nove pessoas foram mortas", afirmou o morador à Reuters. O relato, no entanto, não pôde ser confirmado por outras fontes independentes.

 

Mais cedo, o chefe das forças armadas do Reino Unido, o General David Richards, disse que Kadafi não é o alvo da incursão militar na Líbia. "De maneira alguma. Isto não é permitido pela resolução das Nações Unidas", disse Richards.

 

No domingo, um míssil atingiu um quartel-general de Kadafi, que foi parcialmente destruído pelo bombardeio aéreo. O Pentágono prontamente anunciou que Kadafi não era o alvo do ataque. Já o Secretário de Defesa britânico, Liam Fox, havia sinalizado que Kadafi era um alvo em potencial, apesar de sua segurança não poder ser assegurada, enquanto o Secretário do Exterior Willian Hague se recusou a comentar o assunto.

 

O Pentágono disse que a operação está tendo sucesso em dispersar e isolar as forças de Kadafi após os ataques aéreos de sábado e domingo, e que as autoridades militares americanos estão passando o controle da operação militar para outros países.

 

O Vice Almirante William E. Gortney disse em uma conferência de imprensa do Pentágono que não há evidências de que civis tenham sido feridos ou mortos durante a operação, batizada de Odisseia da Alvorada. Gortney também garantiu que nenhum dos aviões usados na intervenção foi perdido e que todos os pilotos haviam voltado para suas bases em segurança no domingo.

 

Segundo o Ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está preparada para apoiar a operação militar "dentro de alguns dias".

 

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Espanha deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar no país, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de 'quaisquer medidas necessárias' para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi.

 

(Com agência de notícias)

 

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