Forças de segurança abrem fogo em funeral e matam ao menos dez

BEIRUTE

, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

Forças de segurança sírias abriram fogo contra o cortejo de um funeral na cidade de Homs, matando pelo menos dez pessoas. Ativistas e opositores afirmam que cerca de 50 pessoas morreram na cidade desde sábado.

Nos últimos quatro meses, Homs é palco dos maiores protestos contra o governo do presidente Bashar Assad.

Testemunhas disseram que as forças de segurança do governo dispararam contra a procissão na frente da mesquita Khaled bin Al-Walid, onde parentes se despediam das dez pessoas mortas na segunda-feira. Entre as vítimas de ontem está a mãe de um dos manifestantes que eram velados.

"Não pudemos sepultar os mártires no cemitério principal da cidade, então optamos por um cemitério menor, perto da mesquita, onde nos atacaram e começaram a atirar de dentro de carros", disse à Reuters uma das pessoas que estavam no funeral.

Os militares invadiram a cidade depois de relatos sobre a onda de violência sectária, que deixou ao menos 30 mortos no fim de semana. Sob anonimato, moradores relatam que atiradores estão posicionados nas coberturas dos prédios. Segundo eles, Homs se transformou numa "cidade fantasma", e a maioria da população vive escondida dentro de suas casas.

Homs é um importante centro dos protestos contra Assad, e as tensões vêm crescendo entre os habitantes, de maioria sunita, e os membros da minoria alauita, da qual Assad faz parte. A cidade vem recebendo um grande fluxo de alauitas nos últimos 20 anos, à medida que foram aumentando os empregos públicos e a segurança.

A Síria expulsou jornalistas estrangeiros, dificultando a verificação independente. / REUTERS

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