Forças de segurança atiram contra manifestantes e matam 20 na Síria

Milhares protestam na cidade de Daraa, onde estátua de ex-presidente foi queimada

Associated Press

25 de março de 2011 | 12h35

Atualizado às 15h13

 

Apoiadores e opositores do presidente al-Assad se enfrentam em Damasco.

 

DARAA - Tropas sírias abriram fogo contra manifestantes na cidade de Daraa, no sul da Síria, nesta sexta-feira, 25, atirando contra uma multidão que havia ateado fogo na estátua de bronze do ex-presidente sírio Hafez al-Assad, pai do atual, Bashar al-Assad, disse um residente à Associated Press.

 

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O residente, falando sob condição de anonimato por temer represálias, disse que tiros podiam ser ouvidos no centro da cidade e testemunhas falam em vários mortos. Segundo o canal árabe Al-Jazira, pelo menos 20 pessoas morreram durantes os confrontos.

 

 

Dezenas de milhares de sírios estão tomando as ruas de diversas cidades no país na maior rebelião civil em anos. Na praça central de Daraa, milhares de pessoas, muitos de vilas próximas, entoavam um canto pedindo liberdade, carregando bandeiras sírias e ramos de oliveira.

 

Mais cedo, cerca de 200 pessoas marcharam no centro da capital Damasco em apoio à população de Daraa. "Sacrificamos nosso sangue, nossa alma, por você Daraa", cantavam os manifestantes na capital. A polícia síria foi até o local para dispersar os protestos e prendeu três pessoas no local, segundo a Reuters.

 

Cerca de 37 pessoas foram mortas após um confronto entre manifestantes e a polícia síria em frente a uma mesquita em Daraa. A Anistia internacional afirmou que 55 pessoas morreram desde o início dos protestos. Ativistas sírios, no entanto, falam em mais de cem mortos. Desde 1963 está em vigor na Síria uma lei de emergência proibindo manifestações.

 

(Com informações da Reuters)

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