Forças de segurança da Síria matam ao menos 20 em repressão

Maioria das vítimas é de Homs, onde Exérito voltou a agir contra opositores após visita de comissão

Efe

02 de janeiro de 2012 | 18h22

CAIRO - Pelo menos 20 pessoas morreram nesta segunda-feira, 2, na Síria em ações repressoras das forças do regime de Bashar Assad, a maioria delas na cidade de Homs, no centro do país.

 

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Segundo os Comitês de Coordenação Local, de oposição ao governo, 11 pessoas morreram em Homs, outras três em Yabak Zawiyah, Areha e Saraqeb, uma na província de Idlib e outra em Hama. As cinco pessoas restantes morreram em cidades da província de Rif Damasco, localizada nos arredores da capital.

 

A este novo banho de sangue se une o ataque de um grupo de soldados desertores a três postos de controle militares em Kafr Haya, em Idlib, o primeiro deste tipo desde que começou a revolta contra Assad, em março do ano passado. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, um número indeterminado de soldados foi capturado durante a ofensiva contra dois dos postos de controle, enquanto no ataque ao terceiro aconteceu um confronto armado no qual houve mortes.

 

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, reconheceu que a violência na Síria persiste apesar da presença de uma missão de observadores árabes no país. Segundo ele, a missão conseguiu até agora a libertação de 3.484 detidos pelo governo sírio, que sairão dos centros de reclusão em quatro grupos, e a retirada dos tanques do exército das cidades e dos bairros residenciais. No entanto, o secretário da Liga denunciou a presença de franco-atiradores nos telhados dos edifícios e a continuação dos "assassinatos".

 

Os Comitês de Coordenação Local disseram em comunicado que a Liga Árabe "mostrou, apesar de suas boas intenções, sua ignorância sobre a realidade da situação diária dos sírios e o regime". "O trabalho dos observadores é dificultado diariamente pelo regime, e a Liga Árabe caiu na armadilha do protocolo que obriga os observadores a se movimentar sob a vontade do regime sírio", acrescentaram. 

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