Rayner Peña / EFE
Rayner Peña / EFE

Forças de segurança da Venezuela invadem sede do partido de Guaidó

Agentes entraram encapuzados e armados, segundo membros do Vontade Popular; dirigente Roland Carreño diz que foram roubados computadores, celulares, documentos e dinheiro 

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2019 | 13h26

CARACAS - Um grupo de agentes das forças de segurança da Venezuela entrou na sexta-feira, 15, em Caracas, na sede do Vontade Popular (VP), partido do chefe do Parlamento e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó.

Os agentes, encapuzados e armados, adentraram os escritórios do VP e pediram para que todos os funcionários entregassem os celulares e se deitassem no chão. Cerca de 40 minutos depois, os agentes foram embora, sem se identificar. O vídeo da ação foi divulgado pelo partido nas redes sociais.

O dirigente opositor Roland Carreño disse à imprensa que foram roubados computadores, celulares, documentos de identidade e uma quantia de dinheiro ainda indeterminada. Outro integrante do VP, que estava no local, afirmou que os encapuzados agrediram quem estava presente.

Antes, o subsecretário do Parlamento venezuelano, Roberto Campos, informou que os agentes pertencem à Força de Ações Especiais, uma divisão da Polícia Nacional Bolivariana acusada pelas Nações Unidas de violar os direitos humanos de maneira sistemática.

No momento do incidente, cerca de 30 pessoas, entre colaboradores e militantes do partido, estavam no local para concluir os detalhes da manifestação programada para este sábado. Guaidó convocou um grande protesto contra o governo de Nicolás Maduro, o qual considera ilegítimo. 

Leopoldo López culpa Maduro por invasão

O opositor Leopoldo López culpou Maduro pela invasão à sede do VP. "O covarde Maduro envia grupos armado à sede do Vontade Popular. Quando vai entender que não vão nos derrubar? Nem a prisão, nem o exílio, nem os assassinatos nos impediram, pelo contrário, nos fizeram seguir com mais força", disse ele no Twitter.

Segundo López, "amanhã (sábado) o ditador (Maduro) verá essa força, quando o povo venezuelano sair às ruas e o Vontade Popular estiver na frente". 

"Vamos converter esta indignação em ação. As ruas falarão amanhã", acrescentou o opositor, que está hospedado na residência do embaixador da Espanha em Caracas, Jesús Silva. / EFE

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