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Mais de 500 civis foram mortos por forças de segurança desde o início do golpe em Mianmar, diz ONG

Repressão mais violenta aconteceu no último sábado, 27, quando mais de cem manifestantes foram assassinados

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2021 | 23h23

YANGON  - Mais de 500 civis, incluindo muitos estudantes e adolescentes, foram mortos pelas forças de segurança de Mianmar desde o golpe decretado em 1º de fevereiro, afirmou a ONG Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos.

“Confirmamos 510 mortes”, informou a ONG, afirmando que o saldo é “provavelmente muito maior”, já que centenas de pessoas, detidas nos últimos dois meses, estão desaparecidas.

O dia mais sangrento desde o início do golpe foi sábado, 27, quando milhares foram às ruas e manifestar contra o regime no mesmo dia da realização de um desfile na capital Naipidau para celebrar o Dia das Forças Armadas. Mais de cem pessoas foram mortas pelas forças de segurança. Entre elas, estavam três menores de idade.

Segundo informações de veículos locais, grande parte das mortes de sábado ocorreu em Rangum, a maior cidade do país. Pelo menos outras seis regiões registraram atos com vítimas. Na véspera do conflito, militares usaram rádios e televisões estatais para tentar inibir possíveis protestos, ameaçando atirar "nas costas e na cabeça" de insurgentes que reinvidicassem por democracia durante as homenagens às Forças Armadas. /Com AFP

 

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