Forças de segurança do Egito matam turistas por 'engano'

Veículos de mexicanos foram confundidos com os de 'terroristas' na região do deserto ocidental, na qual é proibido entrar

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2015 | 23h53

CAIRO - As forças de segurança do Egito mataram "por engano" pelo menos 12 turistas de nacionalidade mexicana e egípcia, e feriram outros dez, ao confundir os veículos nos quais viajavam com os de terroristas, informou o Ministério do Interior.

Em comunicado emitido pouco depois da meia-noite (horário local), o Ministério afirmou que uma patrulha conjunta da Polícia e do Exército estava perseguindo "elementos terroristas" na região do deserto ocidental, na qual é proibido entrar.

O Ministério não especificou quantos cidadãos mexicanos estão entre as vítimas fatais.

Na nota, o órgão afirmou que iniciou uma investigação acerca do ocorrido e sobre a presença das vítimas em uma região restrita.

Nessa região do Egito são realizadas viagens turísticas para visitar os oásis, embora nos últimos anos este itinerário tenha sido limitado por motivos de segurança.

A proximidade com a fronteira da Líbia facilitou o tráfico de armas e as autoridades egípcias não conseguiram controlar este território desértico, onde foram registrados ataques contra as forças de segurança.

Em julho de 2014, pelo menos 21 soldados morreram em um ataque de homens armados na região de Wadi al Yedid, perto do oásis de Farafra, no deserto ocidental.

O grupo jihadista Wilayat Sina (Província do Sinai) reivindicou no mês de dezembro do ano passado o assassinato de um cidadão americano, trabalhador de uma petrolífera, sequestrado no deserto ocidental.

As forças de segurança egípcias enfrentam grupos radicais islâmicos, presentes sobretudo na Península do Sinai e que aumentaram sua atividade desde o golpe de Estado de julho de 2013./EFE

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