Forças de segurança do Egito prendem 860 por protestos contra governo

Manifestações tiveram início na terça-feira; maioria foi detida no Cairo, segundo autoridades

Associated Press

26 de janeiro de 2011 | 14h20

Polícia tenta barrar repórter em meio a protestos no Cairo.

 

CAIRO - Autoridades de segurança do Egito informaram nesta quarta-feira, 26, que cerca de 860 manifestantes foram presos durante os dois dias de protestos contra o governo do presidente Hosni Mubarak.

 

Veja também:

mais imagens Veja imagens dos protestos no Egito

linkElBaradei: 'Alertei o governo sobre os protestos'

 

De acordo com os oficiais, cerca de 600 deles foram presos na capital egípcia, Cairo, e que o resto foi detido na cidade portuária de Alexandria e em outras localidades. As autoridades afirmaram que nem todos seriam indiciados, sugerindo que alguns dos detidos seriam soltos após alguns questionamentos da polícia.

 

O Ministério do Interior anunciou anteriormente na quarta-feira que a polícia não toleraria marchas e concentrações, sugerindo que as forças de segurança teriam o aval para agir a qualquer sinal de manifestação dos opositores.

 

Milhares de policiais fortemente equipados e veículos blindados ocuparam as ruas da capital perto de praças e de locais que poderiam ser alvo de depredação, como as sedes da televisão estatal e do partido de Mubarak, o Partido Democrático Nacional.

 

As manifestações foram reprimidas pelas forças de segurança, que estiveram em alerta desde o início do dia. Serviços como o Facebook, o Twitter e de mensagens de celular foram parcialmente bloqeuados para evitar a organização dos manifestantes.

 

Os protestos contra Mubarak, que governa há quase 30 anos, irromperam na terça-feira e foram os maiores do país em mais de quatro décadas. Quatro pessoas morreram nos enfrentamentos entre os manifestantes e as forças de segurança. O país realiza eleições presidenciais neste ano, mas Mubarak não anunciou se concorrerá ao cargo por mais seis anos.

 

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas.

Tudo o que sabemos sobre:
EgitoMubarakprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.