Forças de segurança egípcias invadem mesquita

Forças de segurança egípcias invadiram uma mesquita no Cairo neste sábado, após dispararem contra homens armados que atiravam de um minarete, cercando centenas de simpatizantes do presidente deposto Mohammed Morsi que se refugiaram no local após os violentos conflitos de ontem deixarem pelo menos 173 mortos.

AE-AP, Agência Estado

17 de agosto de 2013 | 17h13

Oficiais de segurança disseram que as forças invadiram a mesquita Al-Fath por temer que a Irmandade Muçulmana estivesse planejando um protesto em massa similar a manifestações que foram desfeitas pela polícia na quarta-feira, causando a morte de centenas de pessoas.

O assalto à mesquita, que fica na Praça Ramsés, começou na noite de sexta-feira, quando seguidores de Morsi fugiram da polícia e se abrigaram no local. Eles bloquearam a porta da mesquita com móveis para evitar a entrada das forças e de manifestantes contrários a Morsi.

Anteriormente, a mesquita foi usada como hospital e necrotério provisórios após a onda de violência que se seguiu a um protesto convocado pelo grupo islâmico.

Vários oficiais declararam que encerrar o impasse na mesquita era fundamental para evitar que os islâmicos organizassem mais um acampamento de protesto ao governo atual, que tem apoio dos militares. Morsi, um dos líderes da Irmandada, foi deposto em 3 de julho.

Mais cedo, o governo anunciou que vai estudar a possibilidade de desfazer a Irmandade Muçulmana. O grupo, fundado em 1928, foi proscrito durante boa parte de sua história de mais de 80 anos. As informações são da Associated Press.

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