Forças de segurança filipinas disparam contra militares rebeldes

Eles exigem a renúncia da presidente Arroyo e formação de governo interino liderado pelo presidente do Supremo

Efe,

29 de novembro de 2007 | 06h42

As forças de segurança filipinas começaram a disparar contra um hotel em Makati, centro financeiro de Manila, onde estão entrincheirados os líderes de um motim que conta com o apoio de dezenas de soldados armados.O general Danilo Lim e o senador e ex-oficial do Exército Antonio Trillanes lideraram uma passeata de dezenas de pessoas exigindo a renúncia da presidente Gloria Macapagal Arroyo. Eles se negam a negociar sua rendição.  Os militares rebeldes exigiram  em um comunicado, a formação de um governo interino liderado pelo atual presidente do Tribunal Supremo, Reinato Puno. "Arroyo roubou a Presidência de Estrada, e depois manipulou os resultados das eleições de 2004", disse Lim. O ex-presidente Joseph Estrada foi condenado à cadeia perpétua por corrupção e recebeu um indulto de Macapagal. Ele havia sido deposto em 2001, numa revolta popular pacífica promovida por políticos, membros da hierarquia eclesiástica católica e empresários de outros clãs, descontentes com a perda de poder econômico. "Tentamos restaurar a legitimidade, mas a presidente usou do poder para nos impedir", acrescentou Lim nos corredores do hotel Península. O ex-vice-presidente Teofisto Guingona, dois bispos, e vários políticos de esquerda também estão no hotel.

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