Forças de segurança prendem políticos em Bangladesh

Forças de segurança de Bangladesh prenderam, neste domingo, sete ex-ministros e diversos outros políticos influentes do país, em ações em suas casas na cidade de Dacca, disseram autoridades. Eles são as figuras políticas de maior escalão detidas desde a declaração de estado de emergência, no último dia 11, depois de semanas de protestos nas ruas e violência pré-eleitoral. A eleição programada para o final de janeiro foi adiada e o governo interino encarregado de organizar a votação prometeu acabar com a corrupção entre políticos e funcionários do governo. Entre os políticos presos na madrugada deste domingo, na capital, estão o ex-ministro do Interior Mohammad Nasim e o ex-ministro de Estado Mohiuddin Khan Alamgir, ambos da Liga Awami. Tanmoy Mansur, filho de Nasim, disse que seu pai foi levado por um esquadrão policial por volta da 1h30. "Eles não deram motivos, mas disseram que a ordem para detê-lo veio de cima", disse ele à Reuters, por telefone. Entre os representantes do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) presos estão o ex-ministro das comunicações Nazmul Huda e os ministros de Estado Ruhul Kuddus Talukder, Mir Nasiruddin, Amanullah Aman e Iqbal Hasan Mahmud. Exército Autoridades do setor de segurança, que pediram para manter-se no anonimato, confirmaram as detenções e disseram que ações deste tipo continuarão, como parte do esforço do governo para organizar uma eleição justa, pacífica e confiável. A autoridade interina, liderada pelo ex-presidente do banco central Fakhruddin Ahmed, tem forte apoio das forças armadas, que estão agindo por trás da cena, e não diretamente, em aparente tentativa de manter sua boa imagem de força internacional de manutenção da paz. O BNP é liderado por Begum Khaleda Zia, que renunciou no ano passado para dar espaço para o governo interino organizar as eleições. A Liga Awami é liderada pela rival e antecessora, Sheikh Hasina. As duas mulheres alternaram-se na liderança do país pobre desde que derrubaram o governo militar de Hossain Mohammad Ershad em uma revolta popular conjunta em 1990. As duas são agora rivais e não se falam há mais de uma década. Analistas e líderes civis dizem que elas governaram como "ditadoras" e que a briga épica manteve o país dividido em todos os aspectos políticos e comerciais. As forças conjuntas reúnem a polícia, o batalhão de Ação Rápida e o Exército. Desde a declaração de estado de emergência já foram presas quase 5 mil pessoas, incluindo políticos, criminosos e suspeitos de serem militantes islâmicos. Fontes de segurança disseram que diversas outras figuras influentes dos dois partidos foram presas. Entre eles está Salahuddin Quader Chowdhury, ex-legislador e assessor parlamentar de Khaled, e o influente empresário Salman R. Rahman, que é ligado a Hasina. Também foi preso Naser Rahman, filho do ministro das Finanças de Khaleda, M. Saifur Rahman.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.