Forças do CNT são suspeitas de perseguir negros

O vilarejo líbio de Tawergha já foi residência de milhares negros não árabes. Agora, o único som é de um gerador que abastece o posto de checagem onde uma placa avisa: "área militar".

, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2011 | 00h00

O destino dos moradores é um sinal da forma como o novo governo da Líbia está tratando parte da população, apesar das promessas de que não haveria nenhuma revanche contra os grupos leais ao ex-ditador Muamar Kadafi.

Tawergha serviu de base para kadafistas nos conflitos pelo controle da cidade de Misrata, a 40 quilômetros dali. Os moradores teriam sido expulsos quando os rebeldes tomaram a cidade, em agosto. "O povo de Misrata está à procura de seus negros", disse Hassan, ex-morador de Tawergha refugiado num campo de Janzour, nos arredores de Trípoli. "Um homem disse que meu irmão foi morto pelos revolucionários."

Relatório da Anistia Internacional divulgado na terça-feira aponta para abusos cometidos por rebeldes contra prisioneiros, assassinatos por revanche e o sequestro de soldados leais a Kadafi dos hospitais. Em nota oficial, o Conselho Nacional de Transição disse apenas condenar os abusos "de ambos os lados"./MCT

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