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Forças do governo sírio mantêm ataques no centro de Damasco

Bairros foram bombardeados e ao menos 45 morreram em ataque do governo a funeral

Efe,

19 de julho de 2012 | 09h57

DAMASCO - As forças do governo da Síria bombardearam nesta quinta-feira, 19, vários bairros do centro de Damasco onde, segundo a oposição, o exército enfrenta os rebeldes, apesar de as autoridades alegarem que ele combate supostos terroristas.

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O ativista político Abu Qais al Shami, morador de Al Tadamun, um dos bairros mais castigados, afirmou que a localidade está cercada pelos soldados leais ao presidente Bashar al Assad, que a bombardeiam com helicópteros.

A Comissão Geral da Revolução Síria afirmou que tanques do exército entraram no bairro de Al Midan nas imediações da mesquita de Al Mayid com 300 soldados.

Por sua vez, a rede de televisão estatal síria advertiu os cidadãos sobre a presença de "homens armados" disfarçados de militares e com insígnias da Guarda Republicana que - disse - poderiam cometer crimes e atentados.

A agência de notícias estatal, "Sana", informou que as forças da ordem frustraram as tentativas de diversos "grupos terroristas armados" de se infiltrar na Síria através da fronteira com o Líbano.

A agência ressalta que houve mortos e feridos na operação das forças governamentais, sem citar números. Essas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas pelas autoridades aos jornalistas.

As forças governamentais intensificaram suas operações após a morte, ontem, do ministro da Defesa, Dawoud Rajiha, do vice-ministro dessa pasta, Assef Shawkat - também cunhado de Bashar al Assad - e do assistente presidencial Hassan Turkmani em um atentado na capital.

Funeral

No mesmo dia do atentado que matou três autoridades do governo sírio, o regime bombardeou um funeral no subúrbio de Sayida Zeinab, no sul de Damasco, matando 45 pessoas, de acordo com um grupo da oposição.

Os números de vítimas variam segundo a organização: indo de 45, pelas contas da rede Sham, a mais de 100, de acordo com a Comissão Geral da Revolução Síria.

A Comissão apontou que vários helicópteros do regime atacaram as pessoas presentes no funeral, embora o Observatório tenha indicado que o local fora atingido por um projétil.

As forças governamentais intensificaram suas operações após o atentado que matou em Damasco nesta quarta-feira o ministro da Defesa, o general Dawoud Rajiha, o vice-ministro deste departamento, o general Assef Shawkat, cunhado do presidente Bashar al-Assad, e o assistente presidencial Hassan Turkmani.

Os grupos opositores revelaram nesta quinta-feira que mais de 100 pessoas morreram devido à repressão governamental durante a jornada de ontem.

Segundo o Observatório, houve 160 civis mortos, enquanto os Comitês assinalaram que foram 188 e a Comissão afirmou que o número alcançou 251.

Enquanto isso, continuam os combates entre os rebeldes e o Exército dentro da capital e em sua periferia, assegura a oposição, o que não é reconhecido pelo regime, que diz perseguir supostos grupos terroristas armados.

 

 

 

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