Forças do Iêmen matam 43 militantes da Al-Qaeda

Forças do governo do Iêmen reconquistaram o controle de um estratégico ponto de passagem no sul do país nesta terça-feira, após três dias de intensos ataques aéreos a esconderijos da Al-Qaeda na região, segundo autoridades militares e médicas. Os ataques deixaram 43 militantes mortos.

AE, Agência Estado

03 de abril de 2012 | 11h27

A ofensiva contra a Al-Qaeda foi lançada na montanhosa área de al-Rahha, na província sulista de Lahj, região que liga o sul iemenita às cidades do norte, e ocorreu depois de bases do exército sofrerem dois ataques surpresas por militantes.

Militares disseram que ainda tentam reconquistar cidades estratégicas dominadas pela Al-Qaeda nas províncias de Aden e Abyan.

A Al-Qaeda tem se aproveitado de um ano de turbulência política interna e do vácuo no setor de segurança no Iêmen para ampliar sua presença no sul do país. Os militantes ocuparam várias cidades e territórios que as forças militares até o momento não conseguiram recuperar.

Levantes no Iêmen, inspirados por manifestações da chamada Primavera Árabe em outros países, levaram à deposição do presidente Ali Abdullah Saleh, em fevereiro. Saleh, no poder há 33 anos, foi sucedido por Abed Rabbo Mansour Hadi, que prometeu combater a Al-Qaeda enquanto reestrutura as forças armadas.

Oleoduto

Militantes de um grupo ligado à Al-Qaeda assumiram hoje a autoria da explosão que atingiu ontem um oleoduto na província de Shabwa, também no sul do Iêmen. O ataque foi lançado em retaliação a um bombardeio de um avião norte-americano que matou cinco supostos insurgentes.

A explosão não comprometerá as exportações de petróleo do país, segundo uma fonte não identificada. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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