Bagus Indahono/EFE
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Forças dos EUA estão preparadas para atacar Síria, diz chefe do Pentágono

Segundo Chuck Hagel, tropas esperam sinal verde de Obama para agir contra regime de Assad

CLÁUDIA TREVISAN - CORRESPONDENTE / WASHINGTON,

27 de agosto de 2013 | 09h49

(Atualizada às 14h55) WASHINGTON - As Forças Armadas americanas estão "prontas" para atacar a Síria assim que receberem do presidente Barack Obama a ordem para agir, afirmou hoje o secretário de Defesa, Chuck Hagel.

"Nós estamos preparados", declarou Hagel em entrevista à BBC durante visita ao Brunei. Segundo ele, equipamentos militares foram posicionados em lugares que permitem a execução de qualquer opção que Obama venha a adotar para retaliar a Síria pelo suposto uso de armas químicas contra sua população.

O governo dos EUA afirmam ser "inegável" que o regime de Bashar Assad foi o responsável pela ataque que deixou entre 500 e 1,3 mil pessoas mortas na semana passada em Ghouta, nas imediações de Damasco.

"Eu acredito que está bastante claro que armas químicas foram usadas contra a população na Síria", ressaltou Hagel. Mas ele foi menos enfático ao responsabilizar o regime de Assad do que o secretário de Estado, John Kerry, havia sido ontem. "Eu acredito que os serviços de inteligência vão concluir que não foram os rebeldes que usaram (as armas) e provavelmente haverá evidências de inteligência muito boas para mostrar que o governo da Síria é o responsável."

Mais tarde, o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que o presidente "Obama continua reunido com sua equipe de Segurança" para analisar o que deve ser feito. "O que está sendo analisado pelo presidente não é a questão se armas químicas foram usadas, já sabemos que foram, ou qual a responsabilidade do regime de Assad, sabemos que eles já usaram armas químicas antes. Obama analisa com sua equipe qual deve ser a resposta a isso."

Na segunda-feira, Kerry disse que não havia dúvidas de que o regime de Assad era o autor do ataque. Se autorizada, a ação contra a Síria terá um caráter limitado e não levará à invasão do país por tropas americanas e aliadas aos EUA.

O mais provável são ataques a alvos específicos a partir de aviões e navios de guerra estacionados no Leste do Mar Mediterrâneo. Hagel observou que quatro destróieres estão na região.

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