Forças israelenses estão saindo de Tulkarem

Um oficial do Exército de Israel disse hoje, sob condição de anonimato, que as tropas e tanques enviados para Tulkarem na madrugada de ontem estão começando a sair da cidade palestina. De acordo com o oficial, os soldados irão prender mais algumas pessoas, que, segundo Israel, têm ligações com grupos terroristas. A tomada de Tulkarem foi a primeira ocupação integral de uma cidade autônoma palestina em 16 meses de intifada. Os militares impuseram o toque de recolher - proibindo os moradores de sair de casa -, revistaram residências e prenderam mais de 20 pessoas que acusam de participar de atentados contra israelenses. Durante a invasão de Tulkarem, moradores de um campo de refugiados reagiram disparando contra as tropas e tanques israelenses. Três palestinos morreram e 23 ficaram feridos em confrontos em Tulkarem e também em Ramallah, parcialmente ocupada na semana passada. O chefe do Exército israelense, Shaul Mofaz, disse que o objetivo é "prender terroristas e prevenir ataques" a israelenses e as tropas se retirarão "em dois ou três dias". Tulkarem é uma das cidades que passaram para o controle da Autoridade Palestina (AP) depois da assinatura dos acordos de Oslo, em 1993. O Exército ocupou oito edifícios e os soldados foram de casa em casa em busca de suspeitos de pertencer às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo radical vinculado à Fatah, principal facção da Organização de Libertação da Palestina (OLP). As Brigadas de Al-Aqsa realizaram o atentado que matou 6 pessoas e deixou 33 feridas durante uma festa em Hadera, no centro de Israel, na semana passada. A tomada de Tulkarem - onde residia o extremista que realizou o atentado em Hadera, morto depois pela polícia - foi uma das ações do governo israelense em represália por esse ataque. Na quinta-feira, o Exército bombardeou cidade, destruindo a sede da polícia, e cercou os escritórios de Arafat em Ramallah. No sábado, dinamitou a sede da rádio Voz da Palestina.

Agencia Estado,

22 Janeiro 2002 | 03h45

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