Forças israelenses matam duas crianças e dois palestinos

Forças israelenses mataram duas crianças e dois atiradores palestinos na Cisjordânia, informam médicos e a imprensa local. Em Belém, a Rádio Israel disse que forças israelenses - em operação de busca por suspeitos militantes do Hamas - mataram dois atiradores palestinos que estavam dentro de um carro, depois de eles supostamente terem disparado contra soldados.Os soldados de Israel também abriram fogo contra outro carro porque "pensaram que o motorista estava tentando atropelá-los", matando uma menina de 10 anos. Os militares israelenses preferiram não comentar o incidente.Uma porta-voz do hospital Hadassah, em Jerusalém, disse que três feridos neste incidente foram trazidos de Belém: pai, mãe e uma menina de 15 anos.Na cidade de Jenin, no extremo norte da Cisjordânia, um menino de 14 anos foi morto e outro de 12 ficou gravemente ferido, ambos vítimas de um disparo feito por um tanque israelense, disseram médicos.Militares israelenses disseram que eles foram atingidos quando escalavam um veículo blindado para "tentar roubar uma metralhadora".Ainda nesta terça-feira, uma corte militar israelense sentenciou três palestinos a múltiplas prisões perpétuas por suposto envolvimento dos réus em ataques letais contra israelenses, informou o Exército.Por meio de comunicado divulgado por uma corte militar próxima ao assentamento judaico de Beit El, na Cisjordânia, o Exército informou que os três eram ligados às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa.Mohammed Mazla, acusado de ser o comandante do grupo armado em Jenin, foi sentenciado a nove condenações de prisão perpétua.Entre outros incidentes, o Exército do Estado judeu acusa-o de envolvimento num ataque contra dois militares da reserva que se perderam pelas ruas de Ramallah, em outubro de 2000.Uma multidão invadiu a delegacia na qual eles foram presos, espancou os soldados até a morte e atirou o corpo dos dois por uma janela do segundo andar.Outro réu foi condenado a 16 sentenças de prisão perpétua e um terceiro a quatro prisões perpétuas e mais 15 anos de detenção.

Agencia Estado,

25 de março de 2003 | 17h12

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