Majdi Mohammed/AP
Majdi Mohammed/AP

Forças israelenses matam jovem palestino em Jenin após suposta tentativa de ataque

Segundo uma fonte, Ezedin Ghora, de 23 anos, era militante do Hamas na cidade; porta-voz da polícia israelense afirmou que jovem tentou atacar unidade da Polícia de Fronteiras com uma bomba

O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 10h14

JERUSALÉM - Forças israelenses que realizavam uma batida na cidade palestina de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, mataram um palestino depois que ele tentou atacá-las, informaram nesta quarta-feira, 10, fontes policiais israelenses. Em mensagem publicada em site o Hamas, que controla a Cisjordânia, questionou a versão de Israel e afirmou que Ezedin Ghora, de 23 anos, foi morto quando saia da mesquita em que rezava.

"Uma unidade da Polícia de Fronteiras entrou na área para realizar uma detenção e, quando se retirava, foi atacada por várias pessoas", declarou à Efe o porta-voz da polícia israelense, Miki Rosenfeld. Foi então, segundo o porta-voz policial, que "um suspeito se aproximou com uma bomba em suas mãos, os agentes atiraram nele e o artefato explodiu". 

O porta-voz não explicou se o jovem morreu por causa dos ferimentos de bala ou da explosão. O site do jornal israelense "Times of Israel" informou que o rapaz recebeu dois tiros, um no braço e outro no peito, e morreu antes de chegar ao hospital.

Em um comunicado publicado na internet atribuído à divisão em Jenin do Hamas homenageou a vítimas, "um mártir heroico",  e pediu que a "Autoridade Palestina (AP) e as suas forças de segurança encerrem as cooperações em termos de segurança" com Israel.

Uma fonte local do Hamas disse à AFP que Ghora era um "militante" do movimento em Jenin, mas não forneceu qualquer informação sobre seu possível envolvimento em atividades armadas. O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, saudou a memória de Ghora sem apresentá-lo como um dos seus membros.

Segundo a ONU, o Exército israelense matou 10 palestinos na Cisjordânia ocupada desde o início do ano. / EFE, REUTERS e AFP

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