Muzaffar Salman/AP
Muzaffar Salman/AP

Forças leais a Assad matam 9 na Síria em ações de repressão às manifestações

Aliados ao regime estariam bombardeando um bairro de Homs, uma das fortificações da oposição

Efe,

17 de janeiro de 2012 | 11h06

CAIRO - Ao menos nove pessoas morreram nesta terça-feira, 17, em diferentes pontos da Síria pela repressão das forças leais ao regime de Bashar al-Assad, informaram os opositores Comitês de Coordenação Local.

 

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O grupo informou que houve sete mortes na província central de Homs, uma em Idlib (norte) e outra nos arredores de Damasco.

Conforme os Comitês, os aliados ao regime estão bombardeando com artilharia pesada um bairro de Homs, uma das principais fortificações da oposição síria.

Eles divulgaram que o civil morto próximo à capital é um homem de 35 anos que faleceu em um posto de controle na zona de Qatana.

Na região de Saraqeb, em Idlib, província que faz fronteira com a Turquia, uma explosão atingiu um ônibus que viajava para Aleppo, a segunda cidade do país, mas até agora não há informações sobre vítimas.

Outra localidade também em Idlib vive nesta terça-feira uma greve geral em meio a um amplo desdobramento das forças de segurança.

Em Latakia, na costa do Mediterrâneo, soldados invadiram uma praça e cercaram uma mesquita, coincidindo com a chegada dos observadores da Liga Árabe.

As informações não puderam ser confirmadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime aos jornalistas.

Na segunda-feira, um porta-voz da ONU anunciou que o organismo internacional vai começar nos próximos dias, a pedido da Liga Árabe, o treinamento de observadores na Síria a fim de dar assistência a eles na avaliação da situação.

Os observadores têm como missão comprovar o cumprimento da iniciativa árabe para dar saída à crise neste país, que estipula, entre outros, o fim da violência e a retirada das tropas das ruas.

Mesmo assim, a violência persiste na Síria, onde, de acordo com os números da ONU, mais de 5 mil pessoas morreram desde o início dos protestos contra Bashar al Assad em março de 2011, que acusa "grupos terroristas armados" de estarem por trás das manifestações.

A delegação árabe deve deixar a Síria no dia 19 de janeiro e seu relatório sobre a situação no país será analisado dois dias depois, em reunião do grupo de contato da Liga Árabe. 

 

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