Forças no Afeganistão não são suficientes, diz Exército dos EUA

Autoridades dizem que mesmo adição de 17 mil novos soldados não é capaz de tornar o país seguro

Helene Cooper, do The New YorK Times,

24 de agosto de 2009 | 10h56

Apesar da recente adição de 17 mil soldados americanos e efetivo extra de segurança por conta das eleições presidenciais no Afeganistão, a situação no país está se deteriorando, informaram as autoridades americanas no domingo, 23, ao enviado-chefe dos EUA na região, o general Stanley A. McChrystal.

 

Veja também:

linkDivergência de etnia não pesou na hora do voto

linkSe obtiver reeleição, Karzai terá nova base

linkGilles Lapouge: Interesses globais convergem em Cabul

linkCorrupção consome até 40% da ajuda externa ao país

som Podcast: Lourival Sant'Anna fala do baixo comparecimento eleitoral

especial Especial: 30 anos de violência e caos no Afeganistão 

lista Perfil: Hamid Karzai é favorito à reeleição no Afeganistão

lista Perfis: Ex-ministros são os principais rivais de Karzai

video TV Estadão: Correspondente do 'Estado' vai ao local de atentado no Afeganistão

mais imagens Fotos: Galeria de imagens do clima eleitoral 

 

Os militares americanos e as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disseram a McChrystal que não havia tropas o suficiente para fazer o trabalho.

 

Os comandantes enfatizaram problemas no sul do Afeganistão, onde a presença do grupo extremista Taleban é maior e os ataques à bomba são mais frequentes, apesar do maior número de soldados americanos. A região leste do país também foi citada, onde a milícia Haqqani atua em conjunto com os talebans.

 

"Creio que a situação é séria e está piorando", disse o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior dos EUA e maior autoridade militar do país, à rede CNN no domingo. "A insurgência taleban ficou mais forte e mais sofisticada em suas táticas", completou, dizendo ainda que o general McChrystal estava analisando a necessidade de enviar ainda mais tropas ao Afeganistão além do número já pedido pelo presidente Barack Obama.

 

A possibilidade de que mais tropas serão necessárias no Afeganistão se revela um novo problema ao governo de Obama na guerra contra o terrorismo no Afeganistão, que já dura quase oito anos. Os conflitos no país ocasionaram a queda do Taleban do poder graças às ações dos EUA, que agora tentam estabelecer um regime democrático e aliado na região, apesar dos frequentes atentados do grupo extremista.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãosegurançaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.