Majed Jaber/Reuters
Majed Jaber/Reuters

Forças sírias cometem abusos sexuais, diz Human Rights Watch

ONG disse ter entrevistado dez ex-prisioneiros que relataram sofrer abusos sexuais na prisão

AE, Agência Estado

15 de junho de 2012 | 11h05

BEIRUTE, LÍBANO - Forças do regime sírio têm usado violência sexual para torturar homens, mulheres, meninos e meninas detidos durante o conflito no país, informou o Human Rights Watch (HRW) nesta sexta-feira, 15.

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A organização não-governamental sediada em Nova York disse ter entrevistado dez ex-prisioneiros, dentre eles duas mulheres, que relataram ter sofrido abusos sexuais ou testemunhado esse tipo de agressão na prisão.

As agressões incluem "estupro, penetração com objetos, toques íntimos, nudez forçada prolongada e eletrochoques e espancamentos na genitália", diz comunicado do grupo.

Muitas testemunhas disseram ter sido detidas por causa de seu ativismo político, mas outras disseram não entender porque foram presas, embora tenham sofrido o mesmo tipo de abuso.

"Violência sexual na detenção é uma das muitas armas horrendas de tortura do arsenal do governo sírio e as forças de segurança a usam regularmente para humilhar e degradar os detentos, sem receber qualquer punição por isso", disse Sarah Leah Whitson, diretora para o Oriente Médio do HRW.

Os ataques não são limitados às instalações prisionais. Forças do governo e membros da milícia shabiha, ligada ao governo, também têm atacado sexualmente mulheres e crianças durante ataques a casas e revistas a residências."

As informações são da Dow Jones.

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