Forças sírias expulsam rebeldes de bairro em Damasco

Soldados do governo sírio com tanques de guerra expulsaram nesta sexta-feira rebeldes do bairro de Midan, sudeste de Damasco, local onde aconteceram os combates mais violentos desta semana. Mais de 300 pessoas foram mortas em um único dia, afirmaram ativistas.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2012 | 12h19

Logo após retomar o controle da área, o regime levou jornalistas para o local, onde as ruas estão repletas de carros carbonizados e cadáveres. Ativistas afirmam que os rebeldes estão lançando ataques em outras regiões da capital.

As forças do presidente Bashar Assad tentam retomar a iniciativa após um ataque à bomba realizado na quarta-feira ter atingido o coração do regime. A TV estatal síria afirmou que o chefe da Segurança Nacional do país, general Hisham Ikhtiyar, morreu nesta sexta-feira devido aos ferimentos que sofreu no atentado. Também morreram na hora o general Assef Shawkat, vice-ministro da Defesa e cunhado de Assad, general Dawoud Rajha, ministro da Defesa, e o general Hassan Turkmani, ex-ministro da Defesa. Seus funerais estão sendo realizados nesta sexta-feira.

As batalhas envolvendo helicópteros, tanques e morteiros transformaram partes de Damasco em zonas de guerra e forçaram milhares de famílias a fugir para o Líbano. "Nossas forças heroicas purgaram a área de Midan de terrorista mercenários", anunciou a emissora de TV.

O ativista Khaled al-Shami falou de Damasco com a Associated Press via Skype. Ele disse que os rebeldes realizaram uma retirada "estratégica" no início da sexta-feira para poupar a população de mais bombardeios.

Os corpos de pelo menos 6 jovens encontravam-se caídos nas ruas de Midan, afirmou um jornalista da AP que participou da tour promovida pelo governo. Um deles, que estava perto de uma mesquita, aparentemente foi baleado no peito. Outros possuíam barbas e estavam vestidos de pretos, com machados próximos a eles. As informações são da Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
SíriaviolênciaDamascorebeldes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.