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Forças sírias lançam operação no noroeste do país

Ativistas convocam manifestações para quinta, para marcar os seis meses de revolta contra Assad

AE, Agência Estado

14 de setembro de 2011 | 11h06

NICOSIA - Forças de segurança sírias lançaram nesta quarta-feira, 14, uma grande operação militar no noroeste do país, informaram ativistas, que convocam manifestações para a quinta-feira para marcar os seis meses de revolta contra o governo do presidente Bashar Assad.

 

Veja também:

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

 

 

"Seis meses. E mais do que nunca determinados a continuar o levante de 15 de março", escreveram ativistas em sua página no Facebook, a "Revolução Síria 2011". A determinação permanece apesar da repressão aos protestos que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) já deixou 2.600 mortos, a maioria civis.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, disse na manhã desta quarta-feira que "forças armadas de segurança, usando pesadas metralhadoras, entraram nas vilas de Jabal al-Zauia, Abline, Baliune, Marayane, Ihsem e d Al-Rami".

"As vias que ligam as vilas foram bloqueadas, postos de verificação montados e forças de segurança estão realizando prisões", afirmou o Observatório.

Abline, uma das vilas invadidas, é a terra natal do tenente-coronel Hussein Harmoush, o primeiro militar a declarar publicamente sua deserção, no início de junho, em protesto contra a repressão contra o movimento opositor.

Ele conseguiu deixar a Síria e atualmente lidera a "Brigada de Oficiais Livres", um grupo de dezenas de oficiais que desertaram.

Forças sírias também foram enviadas na manhã desta quarta-feira para a cidade de Zabadani, 50 quilômetros a oeste de Damasco e cenário de grandes manifestações contra o regime de Assada na terça-feira, afirmaram ativistas.

Quinze pessoas foram detidas nesta quarta-feira em Zabadani, onde pelo menos outras 34 foram presas um dia antes.

A agência oficial de notícias Sana informou que um motorista de ônibus foi emboscado em Hama por um "grupo terrorista armado", enquanto cinco soldados e um guarda que foram mortos por "disparos de grupos armados terroristas" foram enterrados em Aleppo e Homs.

A pressão mundial e árabe sobre a Síria tem se intensificado e a União Europeia planeja fortalecer suas sanções contra Damasco.

Já a televisão estatal síria anunciou a realização de um diálogo nacional a partir de domingo em todas as províncias "para desenvolver um programa com o objetivo de preservar a soberania nacional e respeitar a liberdade de cidadãos e o estado de direito".

 

Dow Jones e da Associated Press.

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