Ford vai pagar US$ 10,5 mi em caso de discriminação

A Ford Motor Co. fechou um acordo preliminar em dois processos coletivos judiciais, abertos por funcionários, sob a acusação de que a montadora teria promovido discriminação por idade e sexo, e concordou em pagar um total de US$ 10,5 milhões sem admitir, no entanto, erro ou culpa. Os processos questionaram o sistema de avaliação da gerência da empresa. Segundo os funcionários reclamantes, ex-empregados e atuais funcionários, o sistema teria sido injusto e preconceituoso contra funcionários homens, brancos e mais velhos. De acordo com a Ford, os funcionários reclamantes concordaram em suspender suas acusações de discriminação de gênero e idade durante o processo de negociação do acordo. Cada reclamante citado nos processos vai receber até US$ 100 mil, sem contar os custos dos advogados, dependendo no tempo de serviço e em outros fatores. Os advogados vão dividir até um quarto do valor total do acordo."A empresa está satisfeita em ter resolvido esta situação difícil com os nossos funcionários e está ansiosa para deixar (o assunto) para trás", afirmou Joe Laymon, vice-presidente corporativo para recursos humanos, em comunicado. A advogada dos funcionários reclamantes, Peggy Goldberg Pitt disse, em comunicado, que "o acordo resolve justa e apropriadamente os assuntos trazidos à tona pelos processos judiciais". Os dois lados do processo são esperados numa Corte do distrito de Wayne, na quinta-feira, quando um juiz deve emitir sua aprovação preliminar para o acordo, segundo a porta-voz da Ford, Anne Marie Gattari. Antes que o acordo seja definitivo, uma audiência de Justiça tem de ser realizada para os reclamantes da ação demonstrarem sua aprovação ou desaprovação em relação aos termos do acordo. Gattari disse que a audiência não deve ser marcada para antes do mês de fevereiro.De acordo com a ação, os funcionários processando a Ford alegam que o sistema de avaliação do desempenho da gerência, implementado no ano passado, discriminou homens brancos e mais velhos e atribuiu notas baixas de avaliação para um número desproporcional desses gerentes, tirando, assim, o direito dos mesmos a aumentos salariais ou promoções de cargos. O sistema foi promovido por Jacques Nasser, que renunciou, no dia 30 de outubro, ao posto de presidente e executivo-chefe da montadora. Ele foi sucedido por William Clay Ford Jr., que disse que a resolução do caso era uma prioridade para a empresa, na esperança de reconstruir o relacionamento entre a empresa e seus funcionários.

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