Foro de São Paulo começa com apoio a Manuel Zelaya

Representantes de partidos de esquerda, centro-esquerda e progressistas da América Latina vão assinar uma declaração conjunta em defesa da paz e de uma visão estratégica conjunta referente à segurança regional. Reunidos em Buenos Aires, de hoje até sexta-feira, o denominado Foro de São Paulo também vai reforçar os apelos dos governos dos países vizinhos para a normalização democrática em Honduras, com a restituição dos direitos políticos ao ex-presidente Manuel Zelaya.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

17 de agosto de 2010 | 19h13

"O Foro rejeita o golpe (de junho de 2009 contra Zelaya), rejeita o governo (de Porfirio Lobo) eleito em uma situação ilegítima e reconhece Zelaya", disse o secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores (PT), Valter Pomar, durante a abertura do 16º Encontro do Foro de São Paulo, evento criado pelo PT em 1990. Com a participação de dirigentes políticos de 33 países latino-americanos e do Caribe, Zelaya recebeu um forte apoio e a proposta regional para "tecer um plano para enfrentar a ofensiva dos Estados Unidos, que apoiaram as eleições ilegítimas em Honduras".

O ex-presidente reiterou que o governo brasileiro salvou-lhe a vida ao permitir sua estadia na sede da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após o golpe. Zelaya denunciou a existência de "repressão, tortura e morte" por parte do governo de Lobo e disse que em 2010 foram assassinados sete jornalistas em Honduras. O assunto deverá ser um dos destaques da declaração final que será assinada no último dia do encontro, na sexta-feira.

Segundo detalhou à Agência Estado, o coordenador da comissão que discute as políticas de defesa regional e continental do Foro, Ronaldo Carmona, da Comissão de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o conflito entre Colômbia e Venezuela também será um ponto de destaque do documento. "Vamos enfatizar a necessidade de uma negociação pacífica entre os dois países e em defesa da paz na região", disse.

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