Fortalecida, oposição exige renúncia de Chávez

Fortalecida pela passeata de ontem, a oposição aumenta as pressões para forçar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a acelerar sua saída do poder. Oprimido por problemas fiscais decorrentes da recessão econômica e pelo quadro de incerteza política, o governo deve agora enfrentar uma oposição menos vulnerável.A cena política do país esquentou ontem com o ultimato dado a Chávez e com o pronunciamento do chefe de Estado-maior das Forças Armadas, vice-almirante Álvaro Martín Fossa, que denunciou irregularidades nos processos abertos contra mais de dez oficiais dissidentes. As declarações trouxeram à tona o descontentamento nas Forças Armadas, que ainda sentem as conseqüências do fracassado golpe de abril.O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, afirmou que as denúncias de Martín Fossa não demonstram que o descontentamento nos quartéis continue. Segundo ele, a situação no Exército é de "completa normalidade". Rangel criticou a oposição, que deu prazo de seis dias para que Chávez renuncie e convoque eleições, afirmando que a exigência "não é democrática".

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