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Forte terremoto deixa 1 morto e 60 feridos no Japão

Tremor de 6,6 graus de magnitude provocou interrupção de reatores nucleares e do trem-bala

11 de agosto de 2009 | 08h10

  Dois fortes terremotos atingiram a Ásia nesta terça-feira, 11, (hora local), matando ao menos uma pessoa e ferindo dezenas na costa do Japão e espalhando pânico entre os moradores. O tremor provocou a interrupção automática os trabalhos de dois reatores nucleares e a paralisação durante duas horas do serviço de trem-bala na área.

 

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Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o primeiro terremoto - de 7,6 graus de magnitude - foi registrado no Oceano Índico, perto das Ilhas Andaman, na Índia. Um alerta de tsunami foi emitido para a Índia, Mianmar, Indonésia, Tailândia e Bangladesh, países castigados pelo tsunami de 2004. O abalo sísmico não deixou vítimas. No Japão, uma pessoa morreu e mais de 63 foram feridas quando um tremor de 6,6 graus de magnitude atingiu Tóquio e foi sentido na região central do país. Segundo a polícia, uma mulher de 43 anos morreu por conta da queda de escombros. A imprensa japonesa fala em até 80 feridos.

 

O fato de o tremor ter acontecido relativamente perto da superfície fez com que fosse sentido com muita intensidade em uma ampla área do centro do Japão, que também tem uma elevada densidade de população. Na escala japonesa, que vai até 7, concentrada mais nas áreas atingidas do que na intensidade do tremor, o terremoto chegou ao grau 6 em zonas do centro e oeste de Shizuoka, apesar de, em Tóquio, ter alcançado a intensidade mais baixa de 3.

 

As imagens de televisão mostraram produtos caídos em supermercados, estradas com o asfalto quebrado, rachaduras em muitas casas e muros destruídos, em meio à chuva que caiu com força durante esta semana no Japão. Além disso, houve pelo menos quatro pequenos incêndios na cidade de Shizuoka e 9,5 mil pessoas ficaram sem energia elétrica temporariamente em Omaezaki, onde o terremoto causou também interrupções no abastecimento de água, devido à ruptura de encanamentos.

 

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, hoje uma equipe de trabalho em seus escritórios para coletar informações sobre o terremoto, que, além disso, ocorreu nas províncias de onde o tufão Etau está se aproximando. Em sua passagem na segunda-feira pelo oeste do Japão, esse tufão deixou pelo menos 13 mortos e 17 desaparecidos nas províncias de Hyogo e Okayama, sem que os trabalhos de resgate, até o momento, tenham dado resultados positivos.

 

A Agência Meteorológica do Japão alertou a população sobre possíveis inundações e deslizamentos de terra devido à passagem do tufão, mas tranquilizou os habitantes, afirmando que não se espera que o terremoto desta madrugada seja o prelúdio do grande terremoto que pode atingir um dia a região de Tokai, segundo crença popular.

 

 

 

 

 

Em outro país que não fosse o Japão, terremotos de 6,5 graus de magnitude, ou de 6,9 graus como no domingo à noite, teriam provocado danos materiais muito maiores e, possivelmente, um grande número de vítimas. No Japão, que, com 127 milhões de habitantes, tem uma das maiores densidades populacionais do mundo, os edifícios são construídos para suportar fortes abalos sísmicos, devido à frequência com que ocorrem, pois o país fica sobre várias falhas geológicas.

 

O terremoto mais grave ocorrido no Japão em anos recentes aconteceu em Kobe, no oeste do país, em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter e deixou mais de 6 mil mortos.

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