Kyodo News via AP
Kyodo News via AP

Forte terremoto no Japão mata 3 e deixa 200 feridos

Trata-se do pior registro no país asiático desde o tremor que provocou o tsunami de 2011 e deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos

O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 15h25

TÓQUIO - Um terremoto de 6,5 graus na escala Richter foi registrado nesta quinta-feira, 14, no sudoeste do Japão, deixando ao menos 3 mortos e 200 feridos e provocando o desabamento de vários prédios. Trata-se do terremoto mais prejudicial no país asiático desde o que provocou o tsunami de 2011.

O tremor, cuja intensidade inicialmente era de 6,4 graus antes de ser revisada, foi registrado às 21h26 (horário local, 9h26 GMT) sem que a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês) declarasse alerta de tsunami, e teve o epicentro em Kumamoto e seu hipocentro a cerca de 11 quilômetros de profundidade.

A usina nuclear de Sendai, que fica a cerca de 120 quilômetros ao sul do epicentro e a única atualmente operacional no país, informou que a unidade continuou funcionando sem problemas.

O terremoto atingiu o nível 7 na escala japonesa, que se centra mais nas zonas afetadas do que na intensidade do tremor, no distrito de Mashiki, ao leste da cidade, onde fica o aeroporto de Kumamoto.

Trata-se do primeiro terremoto que atinge este nível no Japão desde o potente terremoto do dia 11 de março de 2011 que gerou um devastador tsunami e deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos no nordeste do país, além de causar na central de Fukushima o pior acidente nuclear desde Chernobyl.

O ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, informou que pelo menos 20 casas nos arredores de Mashiki ruíram e várias pessoas tinham ficado presas nos escombros.

Nesta região e nos arredores foram registrados pelo menos 200 feridos, 7 deles em estado grave, e 3 mortos nos desmoronamentos e incêndios provocados pelo tremor, segundo informaram as equipes de resgate e os hospitais da região à emissora pública NHK. No total, o número provisório de pessoas retiradas de Mashiki é de 1,1 mil, segundo a emissora.

Além de demolir casas e provocar incêndios em razão do vazamento de gás, o terremoto derrubou várias fachadas e partiu calçadas e ruas na cidade de Kumamoto, onde os prédios balançaram violentamente com o tremor, como mostrou a televisão japonesa.

Pelo menos 40 réplicas, uma das quais atingiu 6,4 graus na escala de Richter, sacudiram Kumamoto nas três primeiras horas após o tremor inicial e a JMA advertiu que esses tipos de tremores potentes poderiam continuar se repetindo ao longo da próxima semana.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu às autoridades locais "o máximo de esforços para ajudar as vítimas" e manter o público informado o tempo todo sobre possíveis réplicas na região.

O ministro da Defesa, Gen Nakatani, disse em entrevista à agência Kyodo que foram enviados aviões e helicópteros das Forças de Autodefesa (Exército) para avaliar o alcance dos danos. Mais de 16 mil casas estão, por enquanto, sem luz em Kumamoto, e pelo menos 6 mil estão sem água e gás, segundo a NHK.

O tráfego foi fechado também em algumas estradas desta cidade e da vizinha Miyazaki, da mesma forma que o serviço de trem-bala na ilha de Kyushu, a segunda mais povoada do país com mais de 13 milhões de habitantes.

As principais companhias aéreas japonesas, Japan Airlines e All Nippon Airways (ANA), informaram que o terremoto não afetou por enquanto seus voos e as pistas dos aeroportos da região estão sendo inspecionadas na busca de possíveis danos provocados pelo terremoto. / EFE

Mais conteúdo sobre:
Japão terremoto Kumamoto Fukushima

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.