Fórum econômico debaterá reconstrução do Haiti

A reconstrução do Haiti, país duramente atingido por um terremoto no dia 12, será um dos principais itens da agenda do encontro anual de políticos e empresários em Davos, na Suíça. A informação foi dada hoje por Klaus Schwab, chairman e fundador do Fórum Econômico Mundial.

AE, Agencia Estado

20 de janeiro de 2010 | 16h12

O 40º encontro anual, que reunirá mais de 2 mil líderes de governos, negócios e religiosos de todo o mundo, deve ocorrer entre 27 e 31 de janeiro, duas semanas após o violento terremoto na nação caribenha. Schwab disse que haverá um painel especial sobre o Haiti no dia 28, onde a iniciativa de reconstrução será discutida.

"Nós esperamos poder apresentar um grande esforço comum para a comunidade mundial, mostrando verdadeira cidadania global corporativa em Davos", afirmou Schwab, que fundou o encontro em 1971, em entrevista coletiva em Genebra.

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, atualmente enviado especial da ONU para o Haiti, e Helen Clark, administradora do Programa de Desenvolvimento da ONU, apoiarão a iniciativa do fórum.

Mais de 70 mil mortes já foram contabilizadas por autoridades locais após o terremoto. Funcionários temem que o número final de vítimas passe de 200 mil. Governos e companhias internacionais já se comprometeram a enviar mais de US$ 200 milhões aos haitianos para fornecer comida, água e abrigo.

Neste ano, o fórum será aberto pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O foco do encontro será também discutir novas ideias, para evitar a repetição da crise financeira que atingiu o setor financeiro global e levou a economia mundial à recessão. Também haverá encontros sobre temas como remuneração de executivos, proteção ambiental e o futuro da ciência.

Schwab adiantou que chefes de Estado como o presidente dos EUA, Barack Obama, não devem comparecer. Ele previu, porém, que nesta edição haverá um número recorde de executivos-chefes de companhias presentes.

As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.