Reprodução/Reuters
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Fotografias mostram hematomas de Tymoshenko

KHARKOV, UCRÂNIA - Um jornal ucraniano publicou nesta sexta-feira, 27, fotografias que parecem mostrar grandes hematomas no corpo de Yulia Tymoshenko, de 51 anos. A ex-primeira-ministra da Ucrânia entra hoje em segunda semana de greve de fome. O diário Ukrainska Pravda disse que as fotografias confirmam as afirmações da líder opositora de que foi espancada por guardas da prisão em 20 de abril, quando tentavam levá-la à força para tratamento num hospital do governo. Tymoshenko sofre de graves problemas de coluna.

AE, Agência Estado

27 de abril de 2012 | 19h33

Nesta sexta-feira, o governo da Alemanha voltou a protestar contra o tratamento que a ex-primeira-ministra ucraniana sofre na prisão. O ministro do Interior da Alemanha ameaçou boicotar a Eurocopa de 2012, campeonato de futebol das seleções europeias que será realizado em algumas semanas na Polônia e na Ucrânia.

O episódio atraiu críticas de vários países ao governo da ex-república soviética, algumas semanas antes de o país realizar a cerimônia de abertura da Eurocopa de futebol, da qual participarão líderes europeus. Na quinta-feira, 26, o presidente alemão Joachim Gauck recusou o convite para participar do evento oficial, no mês que vem, por causa das preocupações sobre a saúde e o tratamento dado à líder da Revolução Laranja, ocorrida em 2004. O comissário de Justiça da União Europeia, Franco Fratini, também recusou, nesta sexta-feira, o convite para a cerimônia de abertura do evento, marcada para 8 de junho, em Kiev, alegando "razões institucionais".

O advogado de Tymoshenko, Serhiy Vlasenko, disse que a ex-premiê "não está comendo nada e apenas bebe água" e que permanece acamada com fortes dores nas costas.

"Ela também queria dizer que não comparecerá a seu julgamento e não exclui a possibilidade de que a força seja usada contra ela, apesar de seu estado de saúde", afirmou Vlasenko à agência France Presse.

A filha de Tymoshenko, Eugenia Tymoshenko, disse nesta sexta-feira que a saúde de sua mãe piorou muito desde o suposto espancamento sofrido na prisão. Ela afirmou também temer que sua mãe seja alimentada à força. Médicos alemães que examinaram a ex-premiê disseram não acreditar que ela possa receber tratamento adequado na Ucrânia.

 As informações são da Dow Jones e da Associated Press

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