Fotos de Haditha contradizem versão de marines, segundo "CNN"

Fotos feitas após o suposto massacre de 24 civis iraquianos em Haditha, em novembro do ano passado, contradizem a versão dos marines investigados sobre o caso. A alegação foi feita por fontes do Pentágono citadas nesta quinta-feira pela CNN, que garante ter tido acesso às imagens.Um outro grupo de fuzileiros navais, que teria chegado ao lugar pouco depois do ataque para "ajudar a limpar a cena", fez 30 fotos dos cadáveres de homens, mulheres e crianças. As fotos deixam claro que, em muitos casos, as vítimas morreram quando estavam em suas casas. Os disparos teriam sido feitos a curta distância, segundo as fontes.De acordo com a versão dos fuzileiros investigados, os civis morreram devido à explosão de uma bomba. Um militar americano morreu em um tiroteio posterior com insurgentes.A CNN garante em seu site que as fotos - disponíveis apenas para os investigadores e para um grupo reduzido de altos oficiais - incriminam os marines. O canal de televisão afirma que, embora não disponha das cópias, pôde examinar as imagens, nas quais aparecem os 24 cadáveres marcados com números em vermelho em diferentes partes do corpo. Estas marcas, segundo um oficial, servem para determinar a parte do corpo que recebeu tiros.Entre as imagens estão a de uma mulher e de uma criança em uma cama; outra mulher e outra criança contra um muro; uma idosa com o nariz arrancado - possivelmente por um disparo - e um homem pendurado de cabeça para baixo, segundo a emissora.Muitas das vítimas tinham disparos na cabeça, acrescenta a CNN. A emissora disse que as imagens não serão divulgadas até o término das investigações.Segundo fontes do Pentágono citadas pela CNN, as fotografias de Haditha, como as do escândalo de tortura de presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib, poderiam incitar um forte sentimento antiamericano e, portanto, constituem uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

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