Fracassa diálogo entre Coreias, em novo revés na questão nuclear

As negociações militares entre as duas Coreias "entraram em colapso". disse uma autoridade do Ministério da Unificação da Coreia do Sul nesta quarta-feira, impondo um duro golpe aos esforços para reduzir a tensão na região depois que a Coreia do Norte atacou uma ilha sul-coreana em novembro.

REUTERS

09 de fevereiro de 2011 | 08h41

Desde o começo do ano a tensão diminuiu na Península Coreana. Os dois lados procuraram o diálogo, o que elevou a esperança de que pudessem melhorar as relações abaladas nos dois últimos anos por uma série de ataques mortíferos e o fracasso de negociações no campo nuclear.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra desde o conflito de 1950-53 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

Coronéis dos dois países se reuniram por dois dias no vilarejo de Panmunjom para definir o dia e o cronograma de negociações envolvendo autoridades de maior escalão, mas não chegaram a um acordo.

"As conversações entraram em colapso. Não chegaram a um acordo sobre uma data para o próximo encontro", disse uma autoridade à Reuters, referindo-se às primeiras negociações entre os dois países vizinhos desde o ataque de novembro à ilha de Yeonpyeong. Na ação foram mortas quatro pessoas e aumentou o risco de ameaça de uma possível guerra total.

O Sul exigiu que o Norte reconhecesse seu papel no bombardeio de Yeonpyeong e um ataque contra uma embarcação sul-coreana, em março do ano passado, no qual morreram 46 marinheiros, mas o Norte se recusou a discutir a questão, informou a mídia local.

Segundo a agência sul-coreana Yonhap, o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Min--seok, disse que os representantes do Norte "abandonaram unilateralmente a sala de reuniões".

A Coreia do Norte se nega a reconhecer responsabilidade no afundamento da embarcação e atribui o ataque a Yeonpyeong a manobras militares do Sul realizada em águas territoriais disputadas pelos dois lados.

(Reportagem de Jeremy Laurence)

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