Fracassa reunião prévia à cúpula ministerial para deter violência na Síria

Reunião entre EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e outros termina sem declaração conjunta

Efe,

30 de junho de 2012 | 01h47

GENEBRA - Fracassou a negociação de uma declaração conjunta sobre como deter a violência na Síria, documento que deveria ser o resultado de uma reunião do mais alto nível entre Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China, Turquia e outros países.

 

Foi o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov, quem revelou o impasse na reunião preparatória ao encontro que será realizado neste sábado, 30, em Genebra entre os chanceleres desse grupo de países e na qual participavam funcionários de alta categoria.

 

"Em Genebra, os representantes fracassaram em pactuar um documento final da reunião ministerial sobre a Síria", disse Gatilov pelo Twitter, para dizer em seguida que isso se deveu aos diferentes enfoques sobre o conflito. Gatilov explicou que os países ocidentais "querem definir o processo político que deve acontecer na Síria, algo que deve ser resolvido pelos sírios".

 

Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, Rússia, China, Reino Unido e França - e a Turquia, além de três membros da Liga Árabe (Catar, Iraque e Kuwait) e da alta representante de Política Externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, foram convocados pelo enviado especial Kofi Annan para buscar um acordo sobre a aplicação do plano de paz que apresentou em abril.

 

Os seis pontos da proposta de Annan dependem quase totalmente da cessação das hostilidades, que, no entanto, se intensificaram nas últimas semanas, a ponto de a ONU reconhecer nesta semana pela primeira vez que certas regiões da Síria estão em guerra civil.

 

Na opinião de Annan, o grupo reunido em Genebra, ao que chamou "Grupo de Ação para a Síria", deveria conseguir identificar passos e medidas para assegurar a interrupção da violência. Para que fosse duradoura, os países participantes teriam de se entender sobre "uma guia e os princípios para uma transição política", segundo Annan.

 

Sobre isso, fontes diplomáticas revelaram que o mediador foi inclusive além e teria apresentado uma proposta para a formação de um governo de união nacional que integre representantes de todas as facções atualmente em disputa na Síria. Mas o governo russo reiterou que não aceitaria sob nenhuma circunstância a imposição de receitas de solução política à Síria e antecipou que via a reunião de Genebra como uma oportunidade de promover o diálogo nacional neste país.

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