Fracassam as negociações sobre a crise em Honduras

Fracassou a segunda rodada de negociações para resolver a crise política em Honduras. O chanceler do governo interino de Honduras, Carlos López, qualificou na noite de hoje como "inaceitáveis" as propostas apresentadas pelo mediador da crise, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias. López disse que o plano de Arias é uma "intromissão nos assuntos de Honduras".

AE-AP, Agencia Estado

19 de julho de 2009 | 19h29

Já Rixi Moncada, um dos representantes da delegação do presidente deposto Manuel Zelaya, disse que a "intransigência" do governo interino colocou um fim ao processo de mediação política do conflito, feito por Arias.

Mais cedo, o governo interino de Honduras prorrogou até amanhã o toque de recolher vigente no país. A segunda rodada terminou em impasse porque o governo do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, não aceita que o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, volte a ocupar a presidência hondurenha, mesmo que seja apenas até janeiro de 2010. Zelaya foi derrubado por um golpe de estado no dia 28 de junho.

A delegação que representa Micheletti só aceitou a volta de Zelaya para o mandatário deposto ser julgado. Em Manágua, a chanceler deposta de Zelaya, Patricia Rodas, assegurou mais cedo neste domingo que se a negociação fracassar, "nós marcharemos a Honduras". As informações são da Associated Press.

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