EFE/Thibault Vandermersch
EFE/Thibault Vandermersch

França acelera demolição da ‘selva’ de Calais

Cerca de 3 mil pessoas teriam deixado local, mas recusado acolhimento em centros oficiais

Andrei Netto Correspondente / Paris , O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2016 | 20h05

Com o trabalho de retirada dos moradores da “selva” de Calais quase concluído, o Ministério do Interior da França enviou nesta quinta-feira, 27, maquinário pesado para acelerar a remoção dos barracos abandonados no local. A ideia do governo francês é pôr um fim à favela de imigrantes em até 48 horas. 

Até lá, no entanto, é preciso lidar com a situação dos menores de idade, que aguardam transferência para abrigos ou para o Reino Unido, e com a dos estrangeiros que partiram em direção a cidades do entorno ou a Paris. 

A operação de limpeza do terreno em que a “selva” estava localizada se acelerou hoje, após três dias em que as autoridade se concentraram na remoção dos moradores da favela. 

Entre a segunda-feira e a quarta-feira, 5.596 pessoas foram transferidas para 450 centros de acolhimento criados em diferentes regiões do país. O total é próximo, mas inferior à estimativa mínima do número de moradores, que girava entre 6,4 mil e 8,1 mil. 

Com o fechamento do centro de triagem, um número limitado de estrangeiros poderá ser removido para os centros de acolhimento. Segundo as autoridades, restam 10 ônibus na região, o que significa entre 400 e 500 lugares disponíveis. “Nós mantivemos esses ônibus para as pessoas que podemos encontrar ainda no acampamento. Essa é nossa última proposta”, afirmou o vice-prefeito de Calais, Vincent Berton.

Segundo as organizações não governamentais Socorro Católico e Albergue dos Imigrantes, entre 2 mil e 3 mil pessoas abandonaram o acampamento improvisado de Calais, mas seguem acampadas em ruas e terrenos baldios da região ou deslocaram-se para Paris. 

 

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