França, Alemanha e Bélgica discutem defesa européia

França, Alemanha e Bélgica, os três países da União Européia mais enfaticamente opostos à guerraliderada pelos EUA contra o Iraque, planejam reunir-se no próximo mês para discutir uma maior integração da defesa européia, disseram funcionários nesta sexta-feira.A agência de notícias belga citou o primeiro-ministro do país, Guy Verhofstadt, dizendo: "Em abril, o chanceler Gerhard Schroeder, o presidente Jacque Chirac e eu nos encontraremos emBruxelas para discutir uma maior integração de nossas forças."Verhofstadt disse que o encontro deverá ser aberto a outros membros da União Européia e a países candidatos à integração. Ele não mencionou a maior potência militar do bloco, a Grã-Bretanha, que está combatendo ao lado dos EUA no Iraque.A medida parece ser a primeira reação à divisão dos 15 países da UE por causa da crise sobre o Iraque, com um pequeno grupo disposto a pressionar por uma maior e integrada política dedefesa.Os três países recentemente bloquearam os movimentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para proteger a Turquia, argumentando que isso poderia legitimar a guerra no Iraque.Os EUA tinham pedido à Turquia que aprovasse o envio a seu território de 62 mil soldados americanos para criar uma frente no norte do Iraque. E a Turquia havia reclamado a proteção dos membros da Otan com base em um tratado, segundo o qual se qualquer um dos 15 países integrantes entrasse em uma guerra, os outros deveriam protegê-lo.O chanceler britânico, Jack Straw, disse nesta sexta-feira que mantém as acusações de que a França impediu um acordo pacífico sobre a crise no Iraque, reabrindo as divisões européias no encontro de dois dias dos líderes da UE em Bruxelas.Apesar da tensão na cúpula, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, parecendo cansado e distante após a Grã-Bretanha sofrer suas primeiras baixas na guerra em um acidente dehelicóptero, foi visto cumprimentando e conversando brevemente com Schroeder, outro grande opositor da ação militar.A coalizão que apóia os EUA e a Grã-Bretanha na campanha para destituir o presidente Saddam Hussein pela via militar agora é formada por 45 países, com a adesão, nesta sexta-feira, de Costa Rica e República Dominicana.Segundo uma lista atualizada pelo Departamento de Estado, esses dois países se uniram aos outros três latino-americanos que já constavam na relação desde o início das operaçõesmilitares, na quarta-feira: Colômbia, El Salvador e Nicarágua.Dos cinco, só El Salvador se ofereceu para enviar tropas para as operações humanitárias após a guerra. O governo Bush acrescentou nesta sexta-feira à lista de adesão Honduras, Kuwait, Ilhas Marshall, Micronésia, Mongólia, Palau, Portugal, Ruanda, Cingapura, Ilhas Salomão e Uganda à lista. Já o presidente russo, Vladimir Putin, reiterou nesta sexta a oposição de Moscou à guerra no Iraque, manifestando o temor de que ela possa provocar distúrbios na Rússia e em seus vizinhos da ex-União Soviética.Veja o especial :

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