França amplia ação para impedir apedrejamento de iraniana

Sarkozy, primeira-dama e ex-presidentes se mobilizam em ação pró-Sakineh

Agência Estado

26 de agosto de 2010 | 14h04

PARIS - Uma campanha da França para impedir a morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por adultério, foi intensificada após o presidente Nicolas Sarkozy tratar do assunto. Dois ex-presidentes e a atual primeira-dama, Carla Bruni, estão entre os signatários da petição lançada por um escritor parisiense para salvar a iraniana de 43 anos.

 

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Sarkozy falou sobre o tema ontem, afirmando que "a França se considera responsável" pelo destino de Sakineh. A mulher foi condenada por adultério no Irã e é acusada de cumplicidade no homicídio do marido. "O regime (iraniano) exerce o controle pela repressão e lança mão em grande medida da pena capital, incluindo sua forma mais medieval", disse Sarkozy, durante um encontro com embaixadores franceses.

 

Sarkozy assinou a petição no site do escritor Bernard-Henri Levy. Outras figuras que já apoiaram a campanha são o escritor checo Milan Kundera, o músico e ativista Bob Geldof, além das atrizes Juliette Binoche e Mia Farrow.

 

O ex-presidente francês Jacques Chirac se uniu na última terça-feira a vencedores do Prêmio Nobel e a estrelas do cinema na campanha para impedir a execução. Algumas reportagens afirmaram que a pena teria sido trocada para a morte por enforcamento.

 

Outro ex-presidente francês, Valery Giscard d''Estaing, também assinou o texto, pedindo que a República Islâmica poupe Sakineh e "reconheça a inocência dela". As informações são da Dow Jones.

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