França anula condenação por queda de Concorde

Uma corte francesa anulou ontem as condenações por homicídio culposo (sem intenção) contra a Continental Airlines e um mecânico da empresa anteriormente considerados culpados pelas 113 mortes ocorridas na queda de um Concorde em julho de 2000, nas proximidades do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. A Justiça considerou que os erros atribuídos à companhia aérea e seu funcionário não os tornam responsáveis pelas vidas perdidas no acidente.

VERSALHES, FRANÇA, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h53

O desastre acelerou o fim dos voos comerciais dos aviões supersônicos, que foram tirados de serviço em 2003.

Na queda em Paris, o jato da Air France caiu sobre um hotel próximo ao terminal de onde havia decolado pouco antes, matando as 109 pessoas a bordo e outras 4 em terra.

Investigações provaram que um erro ocorrido semanas antes a milhares de quilômetros da capital francesa teve um papel crucial na queda.

Segundo a sentença original, um mecânico da Continental instalou uma barra metálica errada num DC-10 da empresa, em Houston, nos EUA. A peça caiu na pista do aeroporto de Paris pouco antes da decolagem do Concorde e furou um dos pneus do avião supersônico. Pedaços de borracha foram lançados no motor do jato, o que provocou o incêndio que causou a queda pouco após sua decolagem.

O técnico e a empresa tinham sido considerados culpados pelo acidente em 2010. / AP

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