França aprova lei que pune quem negar o genocídio armênio

Turco otomanos mataram 1,5 milhão de armênios cristãos em 1915; Ancara nega o ocorrido

Agência Estado

23 de janeiro de 2012 | 20h18

PARIS - Um projeto de lei que criminaliza a negação do genocídio dos armênios pelos turcos otomanos em 1915 foi aprovado, nesta segunda-feira, pelo Parlamento da França. A lei agora deverá ser sancionada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, cujo partido, a União por um Movimento Popular (UMP), propôs o projeto.

 

Os senadores franceses passaram o projeto de lei com 127 a favor e 86 contra após quase 60 horas de debate. A Câmara dos Deputados aprovou o documento em dezembro, fazendo com que Ancara cancelasse todas as reuniões políticas, militares e econômicas marcadas com Paris e convocando seu embaixador de volta para consultas.

 

Embora muitos historiadores considerem que as matanças dos armênios em 1915 pelo Império Otomano tenham se configurado no primeiro genocídio do século 20, a Turquia nega vigorosamente que tal fato tenha ocorrido. O projeto de lei francês prevê pena de prisão e multas para quem negar que o genocídio tenha acontecido. As informações são da Associated Press.

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